lunes, 26 de marzo de 2018

A escola como instituição política em Paulo Freire



A escola como instituição política em Paulo Freire
(Resumo do artigo do rabino Saize Chiria)

Por: Mario Rios Quispe

Introdução
Minha concepção de educação tem como ponto central a luta de classes que também se manifesta na escola e na qual os professores sao parte dessas contradições tanto na gestão como no ensino com os alunos. Freire é um dos intelectuais latino-americanos que trabalharom nesta idéia em seu livro "Pedagogia do Oprimido" onde Freire manifesta uma oportunidade para aprender mais sobre a educação de pessoas com o objetivo de transformação social  na qual ha sido uma das suas contribuições mais centrales do que infelizmente, muitos pedagogos nao veía a política de sua proposta educacional; No resumo a seguir, destacamos os principais argumentos políticos de sua contribuição educacional.

Resumo
Para Freire a educação é um ato político, portanto, ensinar é educar o aluno posicionando-o politicamente no mundo, é reconhecer então que a educação é basicamente uma luta de classes; então, quando falamos de luta de classes (confronto entre grupos sociais ) é porque existe uma contradição também no cotidiano, o que é interpretado socialmente que nossa sociedade é injusta. Podemos inferir do dito que não há neutralidade, muito menos imparcialidade, pensar de outro modo é servir ao opressores, em poucas palavras não há meio termo.

Mas Freire escreve em seu livro "Pedagogia do Oprimido", não há oprimidos sim opressores em que este último é conquistar o mundo e os outros seres humanos, pois são indivíduos que se aproveitam do poder dos oprimidos para fazer fortuna. Os opressores criam justiça, moral, religião e educação, eles organizam todo o sistema; enquanto os oprimidos lutam para quebrar o sistema. Assim, a escola nas mãos dos opressores é um instrumento de conscientização do povo, ou seja, um instrumento de dominação. Mas o povo tem a possibilidade de construir o mundo, que será um verdadeiro exercício de humanização, além da construção coletiva do mundo.

Até então, o que é desumanizador? Seria esquecer a essência humana do outro através da dominação, portanto, as pessoas têm que buscar o desenvolvimento da capacidade, e uma primeira capacidade é o exercício legítimo da humanização. Sabemos que os opressores promove o oprimido uma visão fatalista da realidade, quando os opressores desumaniza outro homem, ele também é desumanizado, porque a oportunidade de participar criativamente com os outros se recusa, recusa o diálogo, recusa-se a ouvir outra opinião, Ele nega aprender com o outro, porque, sem dúvida, ele é desumanizado. Assim também quando os opressores colocam sua imagem no oprimido, colocam dentro da consciência do oprimido a imagem do opressor, o oprimido passa a viver de acordo com os valores do opressor. Como um exemplo prático que temos na sala de aula, isto acontece quando o aluno que se acredita ser inferior, ou quando você acha que não pode ler, não pode ver que não há nenhum grau de superioridade entre professores e alunos porque o professor é apenas o titular de algum conhecimento que o aluno não tem, no entanto, pode - ambos - construir juntos e colaborativamente. Ferreira é da idéia de que a pedagogia do oprimido não é idealismo, é uma análise consciente, crítico do mundo concreto, buscando reconhecer e saber, construindo o mundo de uma forma conjunta, professor e aluno.

Em geral, de acordo com Freire, o desempenho dos oprimidos não pode ser uma troca de posições que é o risco quando os oprimidos lutam por sua liberdade, pode ser que os oprimidos de hoje podem se tornar-se opressores de amanhã. A luta deve ser da destruição da relação de opressão. Freire diz sobre isso: "Quando os oprimidos alcança sua liberdade, os opressores, logo denuncia a sua rebeldia, sua ordem, seu ataque ao Estado de direito…”.
Assim, a luta entre o opressor e o oprimido se reflete na escola; o ensino do professor responde a sua necessidade, em seu tempo se chamava concepção bancária de educação, hoje podemos dizer, educação de baixo conteudo, em que os alunos não questionam a ordem estabelecida, se adaptam ao mundo e respondem a a alta produtividade exigida pelo sistema econômico liberal.